quarta-feira, 9 de junho de 2010

MARCA BRASIL



A marca Brasil é forte. Tem muita história pra contar. A história de cada um. De cada brasileiro que estará em campo em mais uma copa do mundo. Falo dos jogadores, de você e de mim. Das lembranças que a cada quatro anos retornam, nos alimentam e repousam em nossas mentes. O mundial invade a vida de todos trazendo não apenas o triunfo da bola ao deslizar em redes adversárias, o delírio das arquibancadas e uma taça erguida aos céus. A copa mostra quem somos.

Quem teve o prazer de acompanhar a série de reportagens apresentada pelo jornalista Tino Marcos no Jornal Nacional da Rede Globo sabe a que me refiro. Uma aula sobre como tratar um tema de forma que este atinja aqueles que nem sabem, ou não se importam em saber, quantos jogadores fazem parte de um time. Muito além do futebol, nossos jogadores foram expostos em sua origem. Aquilo que faz de uma marca, uma marca forte: a sua essência. A postura emocional diante da rigidez que a vida nos impõe. Pudemos ver como um nome é construído, reconhecido e valorizado.

Contada pelos próprios jogadores, familiares e amigos, a série emociona. Emociona por ser verdadeira. Por ser real. Isso nos aproxima. Sabemos agora que, aqueles que conduzem a bola em dias de copa, carregam mais que um símbolo, cores e grafismos estampados na camisa. Carregam na alma.
Que venha mais um título! Veja os videos em 'série seleção':
http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional

Abraços!

domingo, 6 de junho de 2010

PROJETO BUELLBR



De volta aos posts. Ausente devido a mais uma mudança nestes meus dez anos de Rio de Janeiro, completados recentemente. Bom, caixas de papelão a parte, vamos as novidades. Fui convidado por um amigo, Jessé, para fazer a estampa das camisas da galera da BuellBR para um encontro em São Bento do Sapucaí-SP. A ideia deles foi fazer uma brincadeira com o slogan 'Real men ride twins', explorando a imagem da 'buell' com duas garotas. Um trabalho de organização de informações, proporção, tipografia e vetores. Manusear uma marca tão reconhecida nesse meio foi gratificante e novo para mim. Muito legal ter participado, de certa forma, deste evento. Saber que todos gostaram e ver a estampa passeando entre a galera foi e está sendo um prazer enorme. Agradeço a todos pela oportunidade! Para aqueles que não conhecem as motos Buell, deixo aqui o site oficial:
Abraços

sábado, 24 de abril de 2010

ANALOGIAS E INTERPRETAÇÕES


Sempre gostei de analogias. Como diz o dicionário: o ponto de semelhança entre coisas diferentes. Falar sobre algo através de linhas de pensamentos que percorrem vastos terrenos distantes da ideia que se deseja comunicar inicialmente. Fugir do literal. Não se trata da famosa 'enrolação' ou do 'falou, falou e não disse nada'. Chamaria de ilustração, um recurso para enriquecer o tema, até mesmo contribuindo para uma melhor percepção e entendimento por parte do leitor e/ou ouvinte. Cito como exemplo as diversas analogias que fazemos - em diversas situações cotidianas - com o futebol. Este esporte ilustra e exemplifica o empenho, objetivos, metas, conquistas que temos diariamente, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Até mesmo nas derrotas. Isso mostra que certos vocabulários estão enraizados em nossa cultura que colocá-los somente em seus lugares de origem é praticamente impossível. Além de perdermos uma boa oportunidade de 'divagar'! Bem, em tempos de copa do mundo então, só dá futebol!

Na minha profissão, gosto de 'brincar' com as táticas futebolísticas - como tantos outros, um amante - mas existe um ofício que aprecio demais o fervor e a intensidade da forma como este se manifesta: atuar. A maneira como o ator interpreta, como constrói o personagem, como se comunica é fascinante. Conhecendo e entendendo o processo que o leva a tal façanha é ainda melhor. Quão rico é ver como a pesquisa foi feita, as referências, os laboratórios, o contato 'na pele' com aquilo que se almeja dar vida, para que o processo de construção seja materializado, ganhe e ofereça 'veracidade' ao público.

Lembro de ter lido em uma entrevista do ator Caio Blat, uma frase que dizia mais ou menos assim: 'o grande ator é aquele que consegue desaparecer no personagem'. Uma ótima definição. A entrega total, aliada a técnica e a sensibilidade de quem e para quem está criando. Temos notícias de atores que se entregam de tal forma que chegam a ganhar ou perder quilos e quilos. Uma imersão que vai muito além dos textos. Christian Bale, conhecido por interpretar o 'Batman', emagreceu tanto (mas tanto!) para fazer o filme 'O operário' (ótimo!!!) que chega a ser surreal o seu estado físico!


Interpretar faz parte deste ofício tanto quanto do design, para quem cria e para quem vai consumir. O processo é o que nos aproxima. É o que valoriza e dá consistência ao trabalho. Sem processo, sem entrega, não existe construção. Existe apenas o improviso. Como os atores, improvisar é um ótimo recurso, salva uma cena, uma apresentação e demonstra capacidade em situações de risco. Mas nada substitui o controle proveniente de um verdadeiro processo de criação. E este, muitas vezes solitário, é o que nos dá confiança para enfrentar o público.
Abraços!

domingo, 18 de abril de 2010

DESIGN COM PIPOCA [2]



Fui ver 'O livro de Eli' e não poderia deixar de registrar mais uma bela atuação de uma marca no contexto do filme. Desta vez temos a 'Motorola', a tecnologia sobrevivente do fim do mundo! Aqui temos outra indicação para o Oscar de melhor inserção de um patrocinador. O filme tem no elenco - além de Denzel Washington -, um grande mestre da arte de atuar: Gary Oldman. É impressionante a sua capacidade de ser 'vilão'! Ótimo ator! Lembro-me de um grande filme, entre vários que ele fez: 'O profissional', ao lado de Jean Reno. Obrigatório!
Bom, voltando ao longa, este conta a jornada de um homem - uma espécie de profeta que caminha pelo deserto por cerca de 30 anos - em um mundo pós-apocalíptico, com o objetivo 'cego' de proteger e levar um livro (a última bíblia da terra) para o oeste. Oldman interpreta um ditador que quer a todo custo tomar posse dessa bíblia para obter o 'poder através das palavras certas'. Seu personagem diz algo como: 'Se fizeram isso uma vez (referindo-se a Cristo, evidentemente), farei novamente. Tudo que preciso saber encontra-se naquelas páginas'.
'O livro de Eli' tem muito de 'Mad Max', sem aquela ambição pela gasolina. Neste, o 'tesouro' é a água, controlada e distribuída em cotas pelo ditador. Mas acho que no fundo, no fundo, o filme fala sobre o poder da 'comunicação' numa terra de volta a fase zero. O recomeço do próprio ato de se comunicar. De volta a forma básica, ao núcleo base do ser: a palavra. Seja através das atitudes daqueles que possuem um 'passado' e fazem uso dele para manipular os mais jovens, das páginas de um livro ou da tecnologia remanescente. Trata-se de uma boa produção, as vezes lento em demasia, com boas atuações e um enredo atemporal. Pensei comigo ao sair do cinema: como seria o mundo, pós-apocalíptico, se todos os mais velhos morressem e apenas crianças que não tiveram tempo de 'conhecer a vida', de criar referências, sobrevivessem? Seria este o caminho para a purificação do planeta? Ano um?
Abraços

domingo, 28 de março de 2010

INIMIGO DA REALIDADE



Tomei um susto ao entrar na internet na manhã de domingo, após o café, e me deparar com a notícia de que existe uma lei em pauta que almeja limitar o uso dos recursos do photoshop na publicidade. Veja matéria no link:


Um susto engraçado já que o autor da possível lei, o deputado paraense Wladimir Costa (PMDB-PA) além de não possuir vínculos com o meio publicitário é cantor de música brega, e de acordo com a matéria, um radialista sensasionalista. Isso sem falar que o sujeito aparecia só de cueca durante a campanha para sua candidatura.

Bom, é melhor não seguirmos por este assunto. Então pensei: como seria feita essa fiscalização? Criaria-se uma nova profissão, o 'fiscal de photoshop'? Este não seria o responsável pela fiscalização das licensas dos softwares, não não, seria aquele que passaria a frequentar as agências de publicidade, permanecendo horas a fio ao lado do profissional que manipula as imagens dizendo o grau de intensidade e quais os filtros poderiam ser utilizados? Haveria ainda uma comissão julgadora para avaliar o material e 'carimbar' o selo de 'liberada para publicação' ou algo do tipo 'Parental Advisory Explicit Photoshop', como nas capas dos cd's de rock? E a pessoa 'photoshopada(!)'? Esta passará a se manifestar, defender ou acusar os profissionais pelo uso abusivo de efeitos? Teremos um contrato onde esta assinará que tais transformações poderão ser feitas? As exigências serão formalizadas? A mídia será avaliada após ser publicada, por órgão similar ao CONAR, por exemplo, ou pelo próprio? Caso complicado.

Vamos esperar para ver o desdobramento desta história. Quero ver a opinião dos profissionais de comunicação e até mesmo algo mais concreto vindo deste projeto de lei. Acredito que o julgamento já é feito pelos consumidores e que, por parte dos profissionais deveria haver bom senso no uso do software. A farsa dura pouco tempo. A internet mostra a verdade rapidamente. E todos já sabem que fotos de modelos, BBBs, atores, atrizes são manipuladas. No fim das contas, o que vemos são personagens criados para transmitirem uma mensagem, seduzir, mexer com nossos desejos e intenções. Cabe a cada um 'comprar a história' ou não. Seria então o nosso photoshop o inimigo 'número 1' da realidade?


Abraços