
O design tem a
capacidade de habitar e interagir com diferentes espaços e áreas de atuação em
nosso cotidiano. Um campo pouco discutido no meio acadêmico e profissional – além
de pouca visibilidade na dita grande mídia – está no que convencionou-se categorizar
como "música underground", e que por puro desconhecimento (prefiro
este termo a preconceito), muitos não se permitem ao menos passear pela riqueza
gráfica que tal universo possui. Se este for o Heavy Metal, então a descrença é
ainda maior.
Discuto brevemente
neste escrito a comunicação visual e o potencial imagético deste estilo musical,
no qual o design se coloca a serviço da sonoridade daqueles que habitam "mundos
abaixo da superfície", que comercializam sua música a certa distância do mainstream. É interessante observar a
forma como dialogam graficamente com seu público, e que, vez ou outra, por
diferentes motivos, acabam por frequentar as margens da aceitação popular. E a internet
tem papel significativo neste processo.
A evolução dos artefatos tecnológicos
permite cada vez mais que a comunicação se estabeleça de forma eficaz e
independente, indo aos lugares mais remotos. Nesta esfera da música as coisas
não são diferentes. Estão todos conectados, antenados com o 'novo', com o
'moderno', seja na maneira de gravar, de disponibilizar a música e de vendê-la
visualmente. Tudo com extremo profissionalismo.
É de conhecimento geral que a
indústria fonográfica vem sofrendo transformações profundas, nas quais a preocupação
em oferecer material valioso, que transcenda a música, está sendo obrigatoriamente
levada mais a sério. Enquanto que gravadoras como a Century Media, Nuclear
Blast e Roadrunner – expoentes do gênero em pauta - tentam manter seu 'cast'
fortalecido, bandas de diversos gêneros e subgêneros dentro da árvore
genealógica do Rock e Heavy Metal produzem materiais de alta qualidade, fazendo
frente aos artistas mais populares, tanto no Brasil quanto no exterior. E não
falamos apenas da técnica em dominar os instrumentos, mas dos conceitos líricos
que envolvem a atmosfera de um álbum e, consequentemente, de seu potencial
imagético.
Definitivamente o underground
deixou de ser um lugar esquecido no tempo. Bom, pelo menos no que se refere a
sua autosobrevivência. A evolução lá embaixo é constante, planejada, projetada
e, digamos, conceitual. Veja a banda sueca inflames - na ativa desde meados
dos anos 90 - como exemplo. O site oficial www.inflames.com foi construído e estruturado
de forma que o fã tenha acesso a tudo que ele deseja consumir sobre a banda. A
preocupação com a arquitetura da informação é infinitamente superior a de
muitas empresas ditas "sérias e comprometidas" com o seu público.
Tipografia, cores, texturas, abordagens por meio da identidade visual do último
álbum, enfim, cada elemento enriquece a navegação, mantendo o usuário por um
bom tempo no espaço online. E não estamos falando de uma banda de apelo popular.
A verdade é que este fã defende sua 'marca' favorita, proporciona longevidade e
gera resultados comerciais. Existe uma relação de interação e fidelidade mútua.
Amplie seu repertório, e que a viagem continue...
Visite www.cabinfevermedia.com, estúdio do designer e guitarrista da banda Dark Tranquillity, Niklas Sundin. Alta qualidade!
Abraços!